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Análise Psicanalítica – Anitta

Por Psicanalista Fernanda Daniela

A trajetória pública de Anitta revela uma construção subjetiva marcada por determinação, reinvenção e pela busca constante de autonomia sobre sua própria narrativa. Do ponto de vista psicanalítico, é possível observar alguns eixos importantes:

1. Identidade e Construção de Imagem

Anitta apresenta um movimento contínuo de elaboração de sua identidade, transitando entre múltiplas versões de si — Larissa e Anitta, artista e mulher comum, potência e vulnerabilidade.

Essa duplicidade pode ser compreendida como uma tentativa de dar contorno ao Eu frente às demandas intensas da vida pública.

Freud nos lembra que o Eu é constantemente tensionado pelo ideal do ego e pelas exigências externas. Em Anitta, esse tensionamento aparece na busca por controle da própria imagem, como forma de proteger-se de projeções e expectativas sociais.

2. Sexualidade e Autonomia do Corpo

A artista faz uso consciente da sexualidade como expressão de liberdade.

Do ponto de vista psicanalítico, há aqui um movimento de apropriação simbólica do corpo, contrapondo-se a uma cultura que, historicamente, tenta controlar o desejo feminino.

Seu discurso e performance sugerem a recusa a ocupar o lugar passivo ou culpabilizado que muitas mulheres internalizam. Ela se coloca como sujeito do desejo, e não objeto dele — uma posição ainda rara na cena midiática brasileira.

3. Trabalho, Ambição e Super eu

Sua relação intensa com o trabalho e o desejo de expansão internacional revelam um Super eu exigente, impulsionando-a à constante superação.

Ao mesmo tempo, essa exigência pode gerar desgastes emocionais, que ela já compartilhou publicamente.

Essa entrega absoluta ao trabalho pode ser compreendida como uma via de sustentação narcísica: o reconhecimento externo funciona como motor e também como válvula de alívio para angústias internas.

4. Vulnerabilidade, Ansiedade e o Sem Medo de Dizer

Em vários momentos, Anitta expõe suas fragilidades — sejam de saúde, emocionais ou relacionais.

Na psicanálise, essa abertura pode ser lida como um movimento de contato com o Real, com aquilo que escapa ao controle da persona pública.

Ao expor vulnerabilidades, ela rompe com a lógica do “Eu ideal perfeito”, aproximando-se de uma postura mais autêntica, onde a falha não é negada, mas integrada ao processo de subjetivação.

5. Relações, Rupturas e o Direito ao Próprio Caminho

Os ciclos de relações e rupturas na vida de Anitta mostram uma marca importante: a necessidade de liberdade.

Há nela um impulso de não se aprisionar ao desejo do outro, o que pode estar ligado a vivências infantis de responsabilidade precoce, esforço para sobreviver e construir autonomia.

Essa dinâmica pode gerar um movimento constante de aproximação e afastamento, típico de sujeitos que desejam vínculo, mas temem perder sua independência.

Conclusão

Anitta representa, na cena contemporânea, uma subjetividade que não teme se reinventar. Do ponto de vista psicanalítico, ela encarna o conflito entre:

• o desejo de ser ela mesma,

• as exigências externas,

• e a necessidade de preservar sua identidade do olhar invasivo do público.

Sua trajetória evidencia uma busca constante de sentido, lugar e liberdade — movimento profundamente humano, e que ecoa na vida de muitas mulheres que tentam conciliar desejo próprio e demandas sociais.

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O Inconsciente Mora na Vila: uma leitura psicanalítica de “Chaves”

por Psicanalista Fernanda Daniela

À primeira vista, “Chaves” parece apenas um seriado simples sobre uma vila pobre e divertida.
Mas por trás das risadas, há um retrato sensível da alma humana — dos nossos vazios, da nossa busca por amor e da infância que nunca nos deixa.

Chaves vive com fome.
Mas sua fome é mais do que física — é a fome de ser visto, acolhido, amado.
Ele mora num barril, abrigo e prisão ao mesmo tempo.
Um esconderijo que simboliza o útero perdido, o desejo de voltar ao lugar onde tudo parecia seguro.

Cada personagem carrega um pedaço de nós:
Seu Madruga, o cansaço da vida adulta e o peso da culpa.
Dona Florinda, o moralismo que tenta esconder a própria dor.
Quico, o narcisismo infantil que acredita que o amor se compra com brinquedos.
Chiquinha, a esperteza que surge da carência.
E o Professor Girafales, o ideal que sempre chega, mas nunca permanece.

A vila é o nosso inconsciente coletivo — um espaço onde todos vivem suas faltas e, ainda assim, continuam buscando o afeto um do outro.
Um lugar onde o abandono se transforma em vínculo e o sofrimento em riso.

O humor em “Chaves” é uma forma de sublimação.
É o riso que protege da dor.
É o inconsciente dizendo: “é melhor rir do que desistir.”

E mesmo quando tudo se repete — as brigas, os tapas, as confusões — há algo profundamente humano nisso.
A repetição é a tentativa do sujeito de dar novo sentido ao trauma.
Cada episódio é uma pequena tentativa de cura, um ensaio da vida.

“Chaves” nos lembra que, apesar de nossas faltas, seguimos procurando amor.
Que mesmo feridos, ainda buscamos o outro.
E que, talvez, a vila represente o que todos temos dentro de nós:
um pequeno mundo de dores, sonhos e esperança,
onde, entre tapas e abraços, continuamos tentando ser amados.

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3 Maneiras comprovadas de parar de pensar demais e começar a viver.

Liberte-se da Conversa Mental e Recupere sua Paz de Espírito

Pensar demais é como correr em uma esteira mental: você se esforça, mas não sai do lugar. Esse ciclo interminável de pensamentos pode te manter acordado à noite, transformar decisões simples em um martírio, e te prender em um estado constante de preocupação e dúvida. Quanto mais você pensa, menos parece saber. E, antes que perceba, sua mente se transforma em uma prisão – uma armadilha que você mesmo criou.

Mas há uma saída. Pensar demais é um hábito, e como qualquer hábito, pode ser mudado. Imagine o alívio de liberar toda essa energia mental que hoje está presa. Imagine o tempo que você ganharia, a clareza que sentiria e, acima de tudo, a paz que finalmente encontraria. Aqui estão três estratégias poderosas para te ajudar a romper as correntes do pensamento excessivo e começar a viver de forma mais leve e plena.

1. Limite o Tempo para Tomar Decisões

O medo de errar é um dos maiores causadores do pensamento excessivo. Com tantas opções, decidir pode parecer impossível, seja escolher uma roupa para um evento, mudar de carreira ou planejar as próximas férias. Essa paralisia por análise pode te deixar travado por horas, dias ou até semanas, sem que nenhuma decisão seja tomada.

Para quebrar esse ciclo, imponha um limite de tempo para decidir. Por exemplo, reserve cinco minutos para pequenas escolhas, como o que jantar. Para decisões maiores, como aceitar um novo emprego, dê a si mesmo um ou dois dias. Ao colocar um prazo, você força sua mente a focar no essencial, diminuindo a confusão que alimenta o excesso de pensamento.

Lembre-se: nenhuma decisão é perfeita. Sempre haverá prós e contras. Decida com o tempo que você estipulou e confie que fez o melhor que podia naquele momento. É hora de seguir em frente.

2. Pratique a Atenção Plena para se Ancorar no Presente

O pensamento excessivo quase sempre está enraizado em preocupações sobre o passado ou o futuro. Talvez você se pegue revivendo uma conversa antiga, se perguntando se disse algo errado, ou ansioso com uma apresentação que terá que fazer na próxima semana. Essa constante viagem mental te afasta do presente e aumenta o seu estresse.

A atenção plena, ou mindfulness, é um antídoto poderoso para esse mal. Ela te traz de volta ao aqui e agora. Quando perceber que está caindo no ciclo de pensamentos, pare e respire fundo algumas vezes. Concentre-se na respiração, na sensação dos seus pés tocando o chão ou nos sons ao seu redor. Essas práticas simples te ajudam a voltar para o presente e interromper o fluxo de pensamentos.

Outra técnica é observar seus pensamentos sem se envolver com eles. Imagine que cada pensamento é uma nuvem passando pelo céu. Você não precisa segui-la ou analisá-la. Apenas observe e deixe-a ir. Essa prática ajuda a quebrar o vínculo emocional com os pensamentos, evitando que você fique preso neles.

3. Tome Ações para Quebrar o Ciclo

Pensar demais leva à inação, que por sua vez alimenta ainda mais o pensamento excessivo. É um ciclo vicioso que pode ser difícil de quebrar. Uma das formas mais eficazes de interromper esse ciclo é agir, mesmo que seja com pequenos passos.

Por exemplo, se você está há horas pensando em como escrever um e-mail, pare e escreva-o de uma vez. Se está em dúvida sobre iniciar um novo projeto, dê o primeiro passo, mesmo que seja apenas esboçar uma ideia. A ação gera movimento, e esse movimento ajuda a acalmar a mente.

A ação também fortalece a confiança. Quanto mais você agir, mais perceberá que pode lidar com os desafios que surgem. Isso diminui a necessidade de pensar demais, pois você começa a confiar mais na sua capacidade de se adaptar e responder aos acontecimentos.

Considerações Finais

Pensar demais é uma armadilha, mas você pode escapar dela. Ao limitar o tempo para tomar decisões, praticar a atenção plena e agir, você se liberta da tagarelice mental que tanto te atrapalha. A vida acontece agora – não deixe que pensar demais te impeça de vivê-la plenamente.

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SETEMBRO AMARELO – ENTREVISTA “Programa AQUI SE FAZ, AQUI SE FALA”

Ontem tive o privilégio de abrir o mês falando sobre:

O setembro amarelo, visando conscientizar as pessoas sobre o suicídio e a depressão.

Convido a todos que não assistiram a assistir o video abaixo ou no canal do Youtube da Rádio Nova Colombo FM. Grata pelo convite…


Você não está sozinho 💛
Se precisar, peça ajuda! 💛

FOTO PALESTA

Palestra “Era Digital” no colégio Dimensão.

No dia 16 de maio ministrei uma palestra no colégio Dimensão em Palmares–PE, onde falei da Era digital: Como a mente humana caminha com as dinâmicas sociais on-line e quais os desafios à saúde mental.

Foi uma experiência transformadora e incrível onde tratei de diversos temas da atualidade sobre a saúde mental e as redes sociais.

Quero agradecer a participação e entrega de todos os alunos nessa palestra. Foi espetacular!

Leia abaixo os depoimentos de alguns alunos participantes da palestra.

  • “Obs.”. Os nomes dos alunos foram abreviados para preservar a identidade dos mesmos.

DEPOIMENTOS

1 – L.G.L.P – A experiência da palestra foi simplesmente incrível! Muitos temas vividos no nosso cotidiano foram abordados de forma super leve, muitos pontos de autoajuda que nos fazem compreender o que sentimos. Foi algo novo aprender sobre a psicanálise, tantas opiniões diferentes que me fizeram refletir sobre muitas coisas. Super incrível!

2 – A.J.S.S – A dinâmica e experiencia e modo comunicativo, foi muito importante para o nosso bem-estar, mostrando que a forma de cogitação, conexão, modo intelectual, renova o nosso ser e criando novos caminhos.

3 – M.V.A.C – Achei importante por ser uma área que abrange vários assuntos, ansiedade e momentos difíceis. A psicologia é uma área que me chama muito atenção e me encantei pela psicanálise devido à palestra da Dra. Fernanda. Com certeza vou pesquisar mais sobre e talvez a seja algo que eu possa ser um dia. A Dra. tem um jeito amplo e experiente de passar.

4 – J.B.S.B – Esta palestra foi realmente ótima e despertou em mim algo que nunca senti antes, então eu gostei de verdade.

5 – O.V.S.S – Me ajudou a pensar mais na minha vida, a pensar melhor nos meus problemas. Me ajudou muito!

6 – S.V.B – Achei importante por ser uma área que não é muito comentada, mesmo sendo muito importante esse tipo de conversa. Gostaria que a escola falasse mais sobre esses temas tão relevantes.

7 – M.F.C.N – A palestra foi muito interessante, cheia de ensinamentos.

8 – A.K.S.S – Essa palestra me fez refletir, e fez me sentir bem comigo mesma, e trouxe um certo alívio, é bem importante quem se dedica e quer o nosso bem, que se importa com a nossa saúde mental e alguém que trabalha com o que ama faz total diferença.

9 – A.L.C.D – Esse momento foi importante, pois podemos nos expressar e aprender várias coisas sobre a vida, sobre ansiedade, sobre questões familiares, questões que não tivemos muito apoio. Eu sentir uma liberdade em falar sobre questões que me afetava e que eu nunca pensei em falar para ninguém, então esse momento foi perfeito! Me ajudou a me entender, esse momento foi essencial para mim.

10 – M.B.S.B – A palestra com a Psicanalista Fernanda, me fez ter a certeza que eu quero cursar e me aprofundar na área da psicanálise e estudar a mente humana.

11 – I.L.C.T – A palestra foi interessante para mim, pois achei a Psicanalista Fernanda muito profissional, e a explicação de como lidar com as emoções foi bem interessante para mim e gostei muito das dinâmicas.

12 – J.D – Achei a palestra um ensinamento ótimo, serviu muito para mim, ajudou muito.

13- M.E.S – A palestra me fez refletir sobre vários momentos e emoções frequentes ou até certos bloqueios, mas também quem se tornei depois de tudo isso. Formando parte do meu interior, uma parte que até eu mesma não conheço.

14 – L.A – Essa palestra nos deu muito ensinamento, eu queria realmente me aprofundar e com a Psicanalista Fernanda eu conseguir. Me ajudou até como lidar com as minhas emoções, foi gratificante obrigada.

15 – M.H.R.L – A palestra foi importante para entender mais sobre a vida, para melhorar a saúde mental e melhorar nossas emoções e sentimentos.

16 – E.R.E.B – A palestra foi muito importante para vida rotineira, onde muitas vezes não sabemos lidar mais com emoções e sentimentos, onde nessa palestra virmos como controlar e viver de forma leve.

17 – E.M – A palestra foi perfeita, pois falamos de várias coisas boas. Tia Fernanda, obrigada por esse momento, amei essa manhã. Foi ótimo conhecer a senhora.

18 – M.H – A palestra valeu muito a pena, porque eu sentir uma emoção muito libertadora e me sentir muito aliviada, foi uma experiência ótima que irei levar para toda a vida.

19 – V.G – A palestra nos ajudou a reconhecer a nós mesmos, é de extrema importância se autoconhecer e saber controlar seus sentimentos, para que você possa ser feliz e conseguir seguir em frente.

20 – M.G – Esse momento, apesar de muito curto, esclareceu e mostrou a realidade de muitas pessoas, além de auxiliar pessoas, entender a mente é uma arte, que precisa ser estudada.

21 – N.C.P – A palestra de hoje valeu muito a pena, pois a psicanálise é muito profunda, onde trabalha sobre os problemas é saúde mental do ser humano. Principalmente na era digital que é mais grave atualmente.

22 – E.R – A palestra foi gratificante, pois a Fernanda é ótima, tem um método ótimo de passar conhecimento.

23 – L.H – A palestra mudou minha forma de pensar e mudou o meu psicológico.

24 – L.R.M.S – A experiência deste bate-papo foi incrível e de extrema importância para mim, foi algo novo que me auxiliou a compreender mais sobre a psicanálise, ver pontos de vistas diferentes do meu principalmente com temas tão comuns no cotidiano. As dinâmicas que foram transmitidas me fez notar certas necessidades sociais, como é importante enxergamos nossas diferenças e as das pessoas ao nosso redor. Agradeço muito a Doutora Fernanda.

25 – E.F.L.M – Um bom e velho papo de vida ela foi isso, pois nos ajudou a pensar, controlar e se libertar de nossas emoções ruins, aprendi que precisamos evoluir e não regredir.

Se você deseja receber essa palestra na sua escola, Igreja, sociedade de bairro, empresa, etc… Entre em contato comigo pelo seguinte número, 81 4042‑0370.

Fernanda Daniela – Psicanalista

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Por que é importante abordar a sobre a saúde Mental: Uma perspectiva psicanalítica

Em tempos tão tumultuados como os atuais, falar sobre saúde mental tornou-se mais do que uma necessidade; é uma demanda imperativa. Como psicanalista, meu olhar é guiado pela compreensão profunda das nuances do comportamento humano, e a importância da saúde mental não poderia ser mais clara.

Reconhecendo a epidemia silenciosa

A incidência de transtornos mentais está em ascensão, permeando todas as camadas da sociedade. Ansiedade, depressão, estresse pós-traumático – essas são apenas algumas das manifestações de uma complexa gama de condições mentais que afligem indivíduos em todo o mundo.

Raízes do estigma

Ao longo da história, a saúde mental tem sido envolta por um véu de estigma e discriminação, o que torna difícil para muitos buscar ajuda. Romper esse estigma é um passo essencial para promover a aceitação e a compreensão, fundamentais para o bem-estar emocional.

Impacto profundo na vida cotidiana

A negligência da saúde mental pode resultar em um impacto avassalador na qualidade de vida. Relacionamentos desgastados, desempenho no trabalho prejudicado e uma sensação generalizada de desespero são apenas algumas das consequências de não dar a devida atenção à saúde mental.

Desafios da era digital

A ascensão da era digital trouxe consigo novos desafios para a saúde mental. O vício em redes sociais, a pressão da comparação e a exposição a conteúdos prejudiciais online são apenas algumas das preocupações que precisam ser enfrentadas e combatidas.

Cultivando o bem-estar

Promover a saúde mental não é apenas sobre lidar com problemas; é também sobre cultivar o bem-estar emocional e psicológico. Práticas como meditação, exercícios físicos e terapia são fundamentais para manter uma mente equilibrada e saudável.

O Impacto devastador da pandemia

A pandemia de COVID-19 exacerbou ainda mais a crise da saúde mental. O isolamento social, o medo do desconhecido e as incertezas econômicas aumentaram os níveis de estresse e ansiedade em todo o mundo, exigindo uma resposta global para apoiar a saúde mental da população.

Uma responsabilidade compartilhada

Todos nós, como membros da sociedade, temos uma responsabilidade coletiva na promoção da saúde mental. Governos, instituições, comunidades e indivíduos devem unir forças para criar um ambiente que valorize e priorize o bem-estar mental.

Conclusão: Um chamado à ação

Portanto, falar sobre saúde mental vai além de uma mera recomendação; é um imperativo moral e social que deve ser abraçado por todos. Ao abrir o diálogo, reduzir o estigma e fornecer o suporte necessário, podemos construir uma sociedade mais saudável e resiliente para as gerações futuras.

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Escrevendo sua história: O poder das memórias na construção de quem somos

Seu passado é um tesouro de experiências que moldam quem você é hoje. As memórias não são apenas flashes do que aconteceu; elas são os blocos de construção da sua identidade, influenciando como você vê o mundo e como interage com ele.

O Que São memórias?
As memórias são muito mais do que simples lembranças de eventos passados. Existem dois tipos principais de memória: processual e declarativa. A memória processual é aquela que nos permite realizar tarefas automáticas, como andar de bicicleta, enquanto a memória declarativa refere-se à nossa capacidade de lembrar conscientemente eventos específicos.

Tipos de Memória

Memória processual
A memória processual é como nosso corpo e cérebro se lembram de fazer coisas, como andar de bicicleta, dirigir ou tocar um instrumento musical. É a memória que nos permite executar ações sem pensar conscientemente nelas.

Memória declarativa
Por outro lado, a memória declarativa está relacionada à nossa capacidade de lembrar eventos específicos, como uma festa de aniversário ou uma viagem de férias. É a memória que podemos evocar conscientemente.

Tipos de Experiência

Conteúdo vs. processo
Além dos tipos de memória, existem também dois níveis de experiência: conteúdo e processo. O conteúdo refere-se ao aspecto lógico e aparente das interações, enquanto o processo é mais subjetivo e envolve nossas emoções e sensações inconscientes.

A Importância do inconsciente na experiência Humana
Muitas vezes, nossas experiências mais significativas ocorrem em um nível subconsciente. As emoções e associações que formamos durante as interações moldam profundamente nossas percepções e comportamentos, mesmo que não estejamos conscientemente cientes delas.

A Influência das experiências passadas no presente

Aprendizado e identidade
Tudo o que aprendemos ao longo da vida contribui para moldar nossa identidade. Desde as lições simples da infância até os desafios complexos da vida adulta, cada experiência deixa uma marca indelével em quem nos tornamos.

A percepção dos relacionamentos
Nossos relacionamentos são especialmente influenciados por nossas experiências passadas. Cada interação carrega consigo as memórias e emoções de experiências anteriores, moldando nossas expectativas e reações.

Conclusão:

Utilizando as Memórias para Empoderar o Presente
Ao reconhecer o papel central que as memórias desempenham em nossa identidade e experiência, podemos usar esse conhecimento para nos capacitarmos no presente. Ao compreendermos melhor nossas próprias narrativas e as influências do passado, podemos tomar decisões mais conscientes e construir relacionamentos mais saudáveis e significativos.

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Dicas Emocionais – Saindo da sua zona de conforto

Sair da sua zona de conforto pode ser uma jornada emocionante, mas também desafiadora. Vamos explorar como podemos abraçar esse processo emocionalmente e crescer com ele.

Introdução

Muitas vezes, ficamos presos em nossas zonas de conforto porque é seguro e familiar. No entanto, é crucial entender que o verdadeiro crescimento acontece quando nos aventuramos além desses limites autoimpostos. Vamos explorar como podemos fazer isso de forma emocionalmente saudável.

Aprendendo a atenção plena

Quando nos aventuramos além da nossa zona de conforto, é natural nos sentirmos sobrecarregados. Aprender a atenção plena pode nos ajudar a ancorar e acalmar nossas mentes em momentos de estresse. Feche os olhos, respire profundamente e concentre-se nas sensações do seu corpo. Pratique isso regularmente para desenvolver sua capacidade de permanecer presente em situações desafiadoras.

Estabelecendo limites dizendo “Não

Dizer não pode ser difícil, especialmente quando tememos a rejeição ou o conflito. No entanto, é essencial para o nosso bem-estar estabelecer limites saudáveis. Lembre-se de que dizer não é um ato de autorrespeito e autocuidado. Comece pequeno e seja consistente. Com o tempo, você se sentirá mais confiante em defender suas necessidades e estabelecer limites claros.

Pedindo ajuda

Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas sim de coragem e vulnerabilidade. Quando precisar de apoio, não hesite em pedir. Desenvolva um roteiro claro e pratique o que deseja comunicar. Lembre-se de que as pessoas estão geralmente dispostas a ajudar, então não tenha medo de alcançar.

Conclusão

Sair da sua zona de conforto pode ser desafiador, mas é onde o verdadeiro crescimento acontece. Ao aprender a atenção plena, estabelecer limites e pedir ajuda, você pode enfrentar esses desafios com coragem e resiliência. Lembre-se de que é normal sentir medo ou desconforto, mas é através dessas experiências que crescemos e nos fortalecemos.